quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Formação Contínua do Educador

     Que deve fazer o professor consciente e comprometido com seu trabalho? Investir em sua formação, continuá-la para não frustar-se profissionalmente, para poder exigir respeito e, mesmo, melhorias salariais.
     Alonso desenha o perfil do nosso profissional:
     Tornar-se um profissional afetivo, em contraposição ao tarefeiro ou funcionário burocrático; Esse profissional terá que ser visto como alguém que não está pronto, acabado, mas em constante formação; Um profissional independente com autonomia para decidir sobre seu trabalho e suas necessidades; Alguém que está sempre em busca de novas respostas, novos encaminhamentos para seu trabalho e não simplesmente um cumpridor de tarefas e executor mecânico de ordens superiores e, finalmente, alguém que tem seus olhos para o futuro e não para o passado. (1994:6)
     Mesmo supondo que o professor tenha recebido adequada formação, a atualização, é uma exigência da modernidade. Tabus caem, métodos são questionados, conceitos são substituídos, o mundo da ciência, do trabalho, da política, da empresa caminha velozmente para mudanças de padrões e exigências. Se o diploma abre as portas do mercado de trabalho, não garante a permanência nele. os medíocres serão preteridos pelos melhores classificados.
     O profissional consciente sabe que sua formação não termina na Universidade. Esta lhe aponta caminhos, fornece conceitos e idéias, a matéria prima de sua especialidade. O resto é por sua conta. Muitos professores, mesmo tendo sido assíduo, estudiosos e brilhantes, tiveram de aprender na prática, estudando, pesquisando, observando, errando muitas vezes, até chegarem ao profissional competente que hoje são.
     A formação contínua é a saída possível para a melhoria da qualidade do ensino dentro do contexto educacional contemporâneo. Nova o bastante para não dispor ainda de mais teorias nutrientes, provavelmente, ainda em gestão. É uma tentativa de resgatar a figura do mestre, tão carente do respeito devido a sua profissão, tão desgastada em nossos dias. "Ninguém nasce educador ou marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma, como educador, permanentemente, na prática e na reflexão da prática" (Freire, 1991:58)
    A modernidade exige mudanças, adaptações, atualização e aperfeiçoamento. Quem não se atualiza fica para traz. A parceria, a globalização, a informática, toda tecnologia moderna é um desafio a quem se formou há vinte ou trinta anos, A concepção moderna de educador exige "uma sólida formação científica, técnica e política, viabilizadora de uma prática pedagógica crítica e consciente da necessidade de mudanças na sociedade brasileira. (Brzezinski, 1992;83) Referências Bibliográficas. Rosângela Barros e Simone Cabral. Módulo I.

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